No transporte vertical de materiais a granel fundamental em usinas de energia, mineração, siderurgia, agricultura, indústria química e fabricação de cimento, cal e gesso, os elevadores de canecas operam sob condições severas de carga e desgaste. Pois essas operações exigem alto rendimento constante, a detecção antecipada do desalinhamento das canecas torna-se um requisito essencial de manutenção preditiva e segurança operacional, garantindo um fluxo contínuo e livre de interrupções.
Contudo, quando esse monitoramento falha, o desalinhamento não detectado pode levar à raspagem direta na carcaça e a sérios danos estruturais na correia ou na corrente. Por causa de falhas mecânicas como essa, os equipamentos sofrem desgastes acelerados que, em casos extremos, culminam na ruptura de componentes e na parada total da linha de produção. Em suma, a implementação de sistemas de detecção precoce é indispensável para preservar a integridade do maquinário e evitar prejuízos operacionais.
Como parceiros de referência da Klaschka, apresentamos como a tecnologia de monitoramento contínuo por sensores de área resolve esse desafio de forma precisa e robusta.
O Desafio Operacional nos Elevadores de Canecas
O transporte contínuo de grandes volumes a alturas elevadas sujeita o sistema a forças dinâmicas constantes. Pequenos desvios na trajetória das canecas, se não identificados no início, geram um efeito cascata:
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Atrito e desgaste prematuro: Contato mecânico das canecas com as paredes externas.
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Derramamento de material: Mudança no ângulo de carga e descarga no poço do elevador.
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Sobrecarga no acionamento: Acúmulo de material derramado soterrando o tambor inferior.
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Risco de acidentes graves: Enganchamento de canecas com potencial de arranquamento mecânico em cadeia.
Princípio de Funcionamento do Sistema Klaschka
O sistema de monitoramento de desalinhamento Klaschka opera através da medição contínua da posição relativa das canecas em relação às paredes externas da carcaça do elevador.
1. Captura de Sinais por Sensores de Área
Dois sensores de área indutivos (Série IFC) são instalados em pares. Eles realizam a leitura contínua da distância até as canecas, emitindo um sinal analógico proporcional à posição do componente.
2. Processamento e Linearização (Unidade UAM)
Os sinais provenientes dos sensores são enviados para a Unidade de Avaliação UAM, que executa:
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A linearização das curvas características dos sensores conforme a geometria específica da aplicação.
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O cálculo em tempo real da diferença entre os dois valores medidos.
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A conversão do valor diferencial em um sinal analógico industrial padrão de 4…20 mA, enviado diretamente ao CLP (Controlador Lógico Programável) ou ao sistema SCADA da planta.
Componentes Técnicos do Sistema
Sensores de Área Indutivos (Série IFC)
Desenvolvidos especificamente para ambientes industriais agressivos e elevadas distâncias de leitura.
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Grandes faixas de detecção: Modelos com alcance de
0...110 mm(dimensões 140 × 160 × 17 mm) e0...170 mm(dimensões 240 × 245 × 17 mm). -
Fator 1 para todos os metais: Distância de comutação idêntica para qualquer liga metálica utilizada nas canecas.
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Imunidade magnética: Resistentes a interferências eletromagnéticas geradas por motores e acionamentos próximos.
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Robustez construtiva: Carcaça em Makrolon com grau de proteção IP65 e cabo em PUR.
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Proteção elétrica: Proteção integrada contra curto-circuito e inversão de polaridade (tensão de operação
12...30 VDC, saída0...20 mA).
Unidade de Avaliação UAM (Modelo UAM-1.4 / 21.03-76)
A central de processamento e sinalização local do sistema.
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Sinalização de Alertas: Duas saídas de comutação digitais em
24 VDCdedicadas para alertas de Advertência e Alarme. -
Interface Visual: LEDs multicoloridos no painel frontal para indicação visual do status operacional e auxílio no alinhamento e ajuste do sistema.
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Diagnóstico de Conexão: Monitoramento contínuo quanto à detecção de ruptura de cabo dos sensores.
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Construção Industrial: Carcaça robusta com tampa transparente, grau de proteção IP65 e conexões por bornes de mola para cabos blindados.
Principais Vantagens para a Planta Industrial
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Alta Flexibilidade de Aplicação: Compatível com tecnologias de sensores alternativas (capacitivos, ultrassônicos ou a laser) para aplicações com canecas não metálicas.
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Manutenção Preditiva Eficiente: Evita paradas não planejadas e reduz significativamente o MTTR (Mean Time to Repair).
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Fácil Integração: Comunicação direta com CLPs por sinal
4...20 mAe integração simples na infraestrutura elétrica existente via bornes de mola. -
Customização: Ajustável para diferentes geometrias de canecas e condições operacionais específicas da instalação.
Setores Atendidos
O sistema é indicado para ambientes com transporte contínuo de carga a granel:
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Agronegócio: Processamento de grãos, rações, sal e açúcar.
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Mineração e Siderurgia: Minério, carvão e agregados.
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Indústria da Construção: Fábricas de cal, gesso e cimento.
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Energia e Química: Biomassa, carvão mineral e insumos químicos.
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Tecnologia Ambiental: Tratamento de resíduos e reciclagem.
Conclusão
Investir na detecção antecipada de desalinhamentos em elevadores de canecas é garantir a integridade patrimonial do equipamento e a continuidade do fluxo produtivo da sua planta. Pois, em rotinas operacionais de alta demanda, qualquer desvio negligenciado pode gerar grandes prejuízos. Contudo, mesmo nos cenários industriais mais exigentes, esse risco é drasticamente minimizado por causa de sistemas avançados de monitoramento contínuo. Em suma, com a engenharia da Klaschka, sua operação conta com alta confiabilidade metrológica, máxima durabilidade e proteção contra paradas não planejadas.
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